O mal do século é a solidão.
Cada um de nós imerso em sua própria arrogância.
Esperando por um pouco de afeição'
[Legião Urbana - Esperando por mim]
Nesses últimos primeiros dias de 2009 acho que a palavra que mais ouvi foi: Carente. Desde implicâncias entre amigas para justificar ciúmes até a professora de história que sente falta de dar aula para treze meninas desorientadas, vai entender. A diferença da conotação da mesma palavra nesses dois casos é que essa professora o assume com uma prioridade e um orgulho gigantesco quando diz: 'To carente sim, sou carente, afinal quando se estar carente se permite o carinho do outro e carinho é tão bom né gente.'
Sim, ela é carente com muito orgulho sim senhor! Pronto, isso basta pra te fazer sentir inveja e te assustar de uma maneira que você parar e questiona como ela consegue falar desse jeito? se mostrar tanto assim? assumir que precisa do outro?
E ela ta mais do que certa, carinho é muito bom e todo mundo gosta, não adianta! Até as pessoas de 'coração de pedra' se derretem a receber um cafuné ou um beijo carinhoso no pescoço, somos vulneráveis a carinhos (coisas de ser humano) e necessitamos disso para nos completar. Não falo de velinhos que se conheceram aos treze anos em uma sala de aula e até hoje estão juntos, não digo sobre isso, a questão é você ter o contato com o próximo, o mais simples que seja, um bom dia com vontade, desejando mesmo que o dia seja bom, é uma demonstração de carinho, de se importar com o bem estar e isso é vital. Somos carentes na essência, ninguém se basta por mais anti social que seja, então assuma seu lado carente! Se abra a possíveis carinhos, de bom dias sonoro ao entrar no ônibus as seis da manhã, isso ilumina o dia alheio e o seu.
O pior que pode acontece e ninguém te responde ou acordar alguém que não tenha o mesmo humor matinal que o seu, mas faz parte e normalmente dá certo (:
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