Sei que não é estilo daqui, mas é meu estilo e nem só de palavras felizes as coisas se sustentam, como venho trabalhando com as crianças acabei resgatando esse texto, editando-o e aqui estamos...
“Um belo dia você esta no seu carro, voltando do trabalhado, super cansado e indo para a sua casa aconchegante, até que o sinal fecha e você para, centenas de pessoas atravessam aos seus olhos, milhares de pernas e olhares, até que uma desses estaciona diante do seu mais novo brinquedinho, chega a sua janela, bate no vidro e faz um gesto com as mãos, aquele do tipo universal, que todos nós conhecemos e identificamos e que traduz uma única idéia: Dinheiro.
Você a olha, suja, com roupas rasgadas - se é que aqueles trapos podem ser chamados de roupa - e ai, o que você faz?
Bom, você tem duas opções:
Ou você da o dinheiro a ela
Ou diz: 'Querido, to sem grana hoje, fica pra próxima.'
[tentando não parecer muito indelicado, claro]
Se você opta pela primeira opção, provavelmente, faz para aliviar a sua consciência, mesmo que seja sem saber, fica meio que assim: 'Bom, eu já fiz a minha parte, dei um dinheiro pra essa criança e vou poder dormi em paz' mas no fundo sabe que talvez o dinheiro não era pra ela nem para alimentar a família como sempre dizem. Até corre um risco de ser, mas o contrário é mais provável.
E mesmo se for para essa família, você já pensou na conseqüência disso? Desse ato? Já pensou que essa criança acaba se 'viciando' e vai passar o resto da sua vida pedindo esmola em um sinal por ser mais fácil? E que talvez faça o mesmo com seus filhos, fazendo uso, sempre, da mesma desculpa; se acomodará a essa situação. Pois é, você financia isso.
Se você escolhe a segunda opção, provavelmente, é chamado de insensível e indiferente, mas pode ter vários motivos que te levam a escolher essa alternativa, você pode até ser mesmo um insensível e indiferente e conviver perfeitamente com isso! Mas, também pode ser uma das pessoas que já pensaram em tudo isso que foi citado aqui e que acredita na tal história: Não se da o peixe, se ensina a pescar.
E se acreditar, o que faz para mudar?
E o que se faz se aquela criança morrer de fome por causa dos 50 centavos que você não quis dar para não acomoda-la? E se o mundo perder mais um menino por isso?
E ai? Como você dorme com isso? Como convive e lida com a situação?
Talvez alguns achem que a melhor solução é não parar mais em sinais...”
[Marília Asterito]
Assinar:
Postar comentários (Atom)

priima *-*
ResponderExcluirdeves saber qem é ?
;O