sábado, 4 de abril de 2009

Silêncio

Tem um bom tempo que eu não paro pra falar em primeira pessoa neste blog, na verdade tem um bom tempo que eu não posto nesse blog. Não sei se é falta de tempo, falta de ideias, falta de assunto... Talvez nem seja falta. Talvez seja tanta coisa pra falar que fica até difícil selecionar uma e escrever só sobre ela.

Pois bem. Dessa vez não pretendo descrever minha doce vida, até porque de doce ela não tem nada. Ou será que tem? Tem, o pior é que tem. Ela é tão doce que eu me lambuzo tanto e acabo virando diabética (no sentido figurado). Não que eu esteja reclamando do fato de minha vida ser doce. Eu coloco açúcar nela todo santo dia. E quando insistem em despejar um punhado de sal, eu vou lá e coloco dois punhados de açúcar, só pra ver em que essa mistura maluca vai dar.

Eu nunca fui bom em química, pelo menos a que nos ensinam na escola. Procuro trazer todo mundo pro meu lado, um lado que eu não sei ao certo se é bom ou se é ruim. Deve ser um lado açucarado - caramelizado, diria. Faço um monte de gente rir, fico sorrindo de mim mesmo e até choro antes de o pior acontecer. E vou sofrendo por antecipação...

Deixei valores para trás. Valores que eu acredito não me servirem mais, talvez agora, nesse momento. Não vou falar que valores são esses, senão me prolongo e só vou terminar de escrever na semana que vem. O que eu tinha de fazer eu fui lá e fiz, sem depender de ninguém pra dizer se aquilo seria bom ou ruim. Só que eu sempre quero mais...

Porém, nem sempre querer mais significa querer tudo. E aquele mais que eu quis um dia hoje é apenas algo qualquer na minha caixa de brinquedos. Uma caixa de brinquedos que sempre que abro me surpreende. Minhas amigas brincam com as coisas que estão dentro da tal caixa e eu, por pura falta de egoísmo, deixo. E vou deixando até achar o brinquedinho favorito que não deixarei que ninguém toque.

Fica, portanto, a lembrança de um 31 de dois meses atrás. A lembrança de um sorriso de uma semana atrás e a lembrança de um momento único que ainda vou viver. Perdoe você se esse texto ficou pessoal demais. É que eu não tinha nada pra dizer...

Grazielle

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