sábado, 16 de maio de 2009

Anjos

Sabe quando você sente que algo acabou? Que depois desse dia nada mais será, nem mesmo parecido, com o que já aconteceu? Quando você vê elos sendo quebrados, por sua causa ou de terceiros, e se sente a pior pessoa do mundo por ver destruída qualquer possibilidade remota de felicidade.
É o fim de um ciclo vicioso, que você causou, essa é a hora em que há o desabamento, aonde tudo o que foi reprimido vem a tona como um vulcão adormecido, você olha para o norte e só é capaz de ver o 'The end' e as letrinhas subindo com uma música decadente e brega ao fundo; e tudo só tende a piorar, sua imaginação flutua sobre os seus dias, meses e anos futuros, te mostra uma semgracite aguada invadindo sua vida causada por palavras mal entendidas ou pela falta delas. As risadas não serão mais as mesmas e até as lágrimas que hão de vir nos anos seguintes serão menos salgadas.
Até que mesmo sem querer, alguém se aproxima vindo do sul, aquele que você não espera, aquela pessoa comum que te arranca um sorriso e que de repente não é mais tão comum, te mostra que a solução é seguir da melhor maneira e te faz crer que anjos realmente existem e que todos temos um, só o que muda é a hora que os encontramos e que esse momento depende da nossa vontade de vê-los e de sermos salvos.


[Lembrete: fazer posts mais felizes

Consecutivo..

Em 2007 senti uma alegria especial no começo do ano, eu era do primeiro ano do Ensino Médio praticamente formada já me sentindo ‘A’ adulta, quem não sentiu essa alegria em ter saído do Fundamental!? É aquela alegria de pensar que teria aula à tarde como se fosse algo de importante, caraaamba eu tinha que ir em casa e voltar em um tempo curtíssimo e isso era demais pra alguém que nunca teve uma rotina muito exigente.
2007 foi o ano da ‘Ida ao Top chato shopping’, acho que se eu tive 40% de comparecimento às aulas à tarde foi muito. E principalmente, foi o ano em que eu comecei a me localizar e a perceber como era o mundinho além do meu quarto. Conheci pessoas inesquecíveis. Lembro-me de piadinhas desse ano até hoje e prefiro acreditar que vou me lembrar por um bom tempo. De certa forma foi um ano em que eu não gostaria de me esquecer jamais.
Essa época de colégio é muito gostosa admito. Cativamos amizades que achamos que vão além do colégio, criamos histórias com o nosso grupinho, mas tudo sempre tem um final. Derrepente o ano acaba, todos se separam, o ano passa, as pessoas mudam. E depois começa tudo de novo, esse ciclo vicioso vai acontecendo em todo lugar em que a comunicação seja permitida e vamos substituindo as pessoas que juramos nunca largar. As promessas de amizades para a vida toda, as cartas, as fotos simplesmente são deixadas para trás só esperando um ano mais interessante, com pessoas mais sociáveis para conversarem mais um ano da sua vida.

[nãoénecessárioentender]
Grazielle;

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Todos somos perigosos

E não tem como mudar, vai entender porque fomos 'agraciados' com a capacidade de mentir, ludibriar, iludir com o mesmo olhar que dizemos um eu te amo de boca cheia.

Ninguém se conhece ao fundo, sempre tentamos prever reações, opiniões e atos, mas somos surpreendidos, não nos permitimos a transparência, somos impostos ao opaco cotidiano, com um brilho mais ou menos ofuscado...

Se conhecer ao todo é suicídio, não conseguiríamos suportar nossa chatice, não aguentaríamos nossa consciência e não sobreviveríamos ao embate com o nosso eu, com seus desejos e ficções... Somos obscuros quando nos tornamos o assunto em questão e, mesmo assim, cobramos uma plena clareza alheia.

Coisas de pessoas...




[nexoéparaosfracos

sábado, 9 de maio de 2009

7 estágios de esquecimento de um ex;

1- “Vou virar freira”
Conhecido também como “Não quero outra pessoa”.
A primeira sensação quando se acaba algo que você imaginou durar anos e anos da sua vida, é a que você nunca mais encontrará outra pessoa.
Você fica num estado emocional tão frágil que chora até vendo DVD de comédia, querendo se matar, andando pela casa de moletom meio rasgado, comendo porcarias até o cú fazer bico, andando pelos corredores esbarrando nas paredes e nas pessoas e se perguntando a mesma coisa “poooorqueee?”.


2- “A culpa foi dele”
É quando você começa a pensar um pouco no que realmente possa ter acontecido para que resultasse no fim daquele amor todo, no quanto você foi boa pra ele e em como sofreu na mão daquele palerma.

E é claro que tudo indicará para o que você já tem certeza: A culpa foi toda dele!

3- “Quem?”
Você não quer ouvir o nome daquele infeliz nem de longe, não quer saber de novidades e até o exclui do MSN e orkut [para o caso dele começar a namorar alguma pirigueti que você conheça]. Não sabe, não quer saber e tem raiva de quem sabe qualquer coisa sobre aquele desgraçado.

E é nessa fase que a sua vizinha, melhor amiga, prima de quarto grau, enfim, TODO MUNDO resolve te dar notícias sobre ele, com certeza as pessoas o virão no colégio, no centro da cidade, na igreja, na esquina, e adivinha quem ficará sabendo dos passos dele sem ao menos perguntar?
- Vi fulano na rua hoje.
- fodasse!

Mas se o telefone toca, você sai correndo para saber se é o mala do seu ex pedindo para voltar.

4- “Estou ótima sem ele. Ó-TI-MA!”
Chega o dia em que você fala com todas as suas antigas coleguinhas de balada que com certeza estão solteiras pelo MSN e começam a programar altas saídas, festinhas, viagens, tudo para demonstrar que você fica muiiito melhor sem aquela mala.
Mas se arruma toda na esperança de encontrá-lo na balada e ele perceber que você está mais linda do que nunca.
Na balada, beija um amigo do primo do seu pai, virá amigona do barman, fica super bêbada, trêbada, passal super mal e acaba ligando pra ele às 4 hr da manha, chorando e sem conseguir falar coisa com coisa .

5- “Às vezes bate uma falta.. Mas é raramente!”
Você começa a sentir falta da maldita atenção que ele te dava, das ligações acobrar, da companhia chata, dos assuntos narcisistas, das viadagens, das brigas, enfim, dele. Mas é CLARO que você não irá admitir isso nem pagando, então coloque a culpa na carência [sempre funciona!]

6-“Ele nunca me amou mesmo”
O cara começa a viver a vida dele. Sai com outras, curte várias baladas, não te procura mais, se considera o mais solteiro do mundo, e você começa a sentir uma coisa estranha, pior do que dor de estômago, é a famosa dor de cutuvelo.

“Porque ele não me procura mais? É possível alguém parar de gostar tão rápido assim? Será que ele pensa em mim tanto quanto eu penso nele? Ele está feliz? Mas do que quando estávamos juntos?

Só pode ser uma coisa: “Ele nunca me amou”

7- “Me esquece”
Você começa a superar a perda do traste, conhece gente nova, se amarra em um gatinho mais velho e aposta tudo nessa nova relação. Então é nessa hora que o seu ex surge do nada na sua vida, começa a ligar e pedir pra voltar.

-Agora eu sei o que eu perdi, por favor, volta pra mim meu amor.
- Eu também sei o que perdi, mas sei que estou ganhando muito mais. Me esquece.

Grazii; [/ desculpem a ausência ]

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Pátria amada, EUA [?]



Okay, alias, tudo bem. Nunca fui lá muito patriota, não achava lógica essa divisão entre os países e sim algo que só gerava competição - pensa só! Se fossemos um não teria porque querer superar o outro - eu sei, pura utopia, diria até ingenuidade e um pouco de alienação, se fossemos um só seriamos todos EUA ( como se na prática só não tivéssemos apenas mudado de colonizador e construido uma falsa impressão de independência econômica e social). Não há um dia que não sejamos remetidos a eles nas palavras, nos produtos, na comida e afins sem ter muito direito de escolha, chegando ao ponto de nossas crianças não pedirem refrigerante e sim Coca-Cola, só andarem de All star e se alimentarem de homens que são aranhas e outros que ficam verdes quando sente raiva. E por 17 anos eu fui uma dessas crianças, e ainda sou só que não pretendo perpetuar esse espécie.
Ontem foi um daqueles dias que são feitos para se contestar toda a sua vida, escolhas, princípios e atos; o famoso choque de realidade, uma das consequências que ele me causou foi essa plena consciência da submissão e de que a unificação não é possível enquanto não pudermos extinguir a ganância orgânica cativada em cada um até isso acontecer, vou lutar sim pelo meu país, se não em frente a um exército, unida ao povo, tentando mostrar as maravilhas de se viver aqui e trabalhando essa consciência que de não se evolui verdadeiramente enquanto alguém é rebaixado, para que no futuro, quem sabe, sermos um só não seja tão irreal assim.
De uma forma que eu ainda não sei explicar hoje, eu daria minha vida pra livrar meu povo de qualquer situação perigosa, para ter o direito de cantar sempre, a plenos pulmões: ‘Pátria amada, Brasil’ e para transformar esse país em uma nação, em um só coração.


Mas ainda mudaria o Ordem [para o povo] e Progresso [para a burguesia] do nosso lindo céu estrelado.