Eu nunca fui, pelo que me lembro, mas acredito que se tivesse acontecido não iria me esquecer, parece algo bobo mas realmente me toca. Chamar alguém de zero a esquerda é reduzir a pessoa a nada, ao pó... é você mostrar que ela não faz a mínima diferença estando ou não ali e que se vive perfeitamente bem sem tal, devo dizer, acho cruel.
Conheço muitas pessoas que se colocam neste papel, se assumem como zero a esquerda e são, supostamente, felizes como tais. Acho triste; pessoas que tem potencial, mas se omitem e só surgem com a presença de terceiros. Tudo bem, ninguém se basta, mas partir dai para só se existir com o outro é um pouco demais não é? Não podemos depender de fulano ou cicrano para existirmos, no sentindo filosófico da questão.
É como casais apaixonados que chamam o objeto venerado de minha vida, ninguém é vida de ninguém, cada um tem seus objetivos, gostos, escolhas e metas... Transferir isso para alguém é, desculpe o termo, mas, burrice pura, e só gera decepção, pelo fato de sermos humanos e como todo bom home sapiens, imperfeitos, espelhar sua vida em olhares e gestos alheios e certeza do fracasso e da frustração, se já não se deve construir sonhos sobre pessoas de barro, imagine, a sua vida!
É necessário entender que antes de precisarmos deles, precisamos de nós.
Apareça, revele-se C:
Extra, pense nisso: O mais interessante é que o zero é vazio, é isso que ele representa quando esta só, mas quando se aglutina, engrandece, cria uma força e um poder.
É impossível ser feliz sozinho
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